
em pessoas oriundas de 13 comunidades ribeirinhas em Ilhéus. Segundo informações do Programa de controle da doença, Sambaituba foi o local que apresentou o maior número de casos, 29. Em segundo lugar está a Juerana, com 16 casos, seguida por Inema (8), Aritaguá (6), Nova Ilhéus (6), Vila Olímpio (5) e Vila São João (3). Todos foram confirmados através de exame laboratorial. De acordo com o coordenador do Programa de Controle da Esquistossomose, Orlando Mendes, a doença, também conhecida como barriga d’água, só aparece em água doce onde existem caramujos, hospedeiros intermediários do parasita Schistosoma mansoni. O homem é o principal hospedeiro do parasita. O processo de contaminação se dá da seguinte forma: o homem contaminado libera os ovos através da urina ou fezes. Com a chuva, os excrementos são levados para rios, lagoas e córregos. Na água, os caramujos, lesmas e caracóis hospedam os ovos, que se desenvolvem e são liberados depois de adultos. Se permanecem na água, contaminam o homem pelo banho ou durante uma lavagem de roupa ou louça, através da pele. Orlando explica que o verme pode se alojar no cérebro, através da corrente sanguínea, na coluna, o que pode causar paralisia ou ainda na veia do intestino e fígado, sendo esta a forma mais comum. Cerca de 24 horas após a contaminação a pessoa pode sentir coceira ou vermelhidão no local por onde a larva entrou. Entre quatro e oito semanas começam a surgir os primeiros sintomas: febre, calafrios, dor de cabeça, dores abdominais, náuseas, vômito, tosse seca. Juerana alerta O coordenador do programa contra a esquistossomose adverte que a contaminação também pode ocorrer sem apresentar nenhum sintoma, “o que é mais perigoso, pois o verme continua se desenvolvendo dentro do corpo até alcançar o estágio crônico”. Orlando afrma que a presença da doença em 16 casos confirmado em Juerana merece atenção especial. Os estudos, esclarece, revelam que a contaminação só ocorre em água doce e naquela localidade o rio recebe forte influência da água salgada do mar. A equipe do programa vai investigar as origens da contaminação em todas as comunidades que tiveram resultados positivos. Os pacientes recebem tratamento gratuito, como prevê o Ministério da Saúde. Orlando alerta para a necessidade de adotar alguns cuidados que possam evitar a doença, pois a pessoa pode ser contaminada mais de uma vez. Entre eles, evitar tomar banho ou lavar objetos onde há caramujos ou defecar fora da privada e sempe beber água tratada. Ele diz que, desde abril, foram entregues 5.605 coletores para análise e, destes, 3.689 foram recolhidos, num saldo de 74 casos confirmados. Até o final do ano a expectativa é que sejam feitos 13.100 exames. O trabalho deve ser desenvolvido nos distritos e, se houver a necessidade, nas propriedades rurais. “Alguns casos foram confirmados em atendimento nos postos, o que aumenta o número de vítimas. Nessa situação, somos informados para o tratamento”.




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