sexta-feira, 11 de julho de 2008

Empresários aplaudem programa do governo

Empresários baianos representantes do segmento das micro e pequenas empresas estiveram presentes na solenidade de lançamento da segunda etapa do Acelera Bahia, realizado ontem no auditório do Sebrae, nos Aflitos. Além do governador Jaques Wagner, dos secretários da Fazenda, Carlos Martins, e da Indústria e Comércio, Rafael Amoedo, dezenas de empresários do segmento de micro e pequenas empresas estiveram presentes. Conforme anunciou ontem com exclusividade a Tribuna da Bahia, o novo pacote de medidas tem como objetivo estimular o crescimento das micro e pequenas indústrias no Estado, oferecendo crédito presumido às empresas normais que adquirirem mercadorias destas empresas variando de 10% a 12%. As medidas favorecem ainda o setor de Óculos, Lentes e Armação fixando a redução de ICMS para 12%, as associações e cooperativas de produtores de Castanha de Caju com isenção nas saídas internas do produto, o segmento de Laticínios e derivados, com redução de carga tributária para 2%, o de Massas e Biscoitos, com crédito presumido de 9,72% e o de Palmito em Conserva através de benefício com crédito presumido de 70% do valor do imposto incidente no momento da saída. Para o presidente da Associação Comercial da Bahia, Eduardo Morais de Castro, o momento é de agradecimento ao governo. “O que estamos vendo é um fato de justiça e inclusão social. Se essas medidas não fossem tomadas o segmento de micro e pequenas indústrias sofreria. Como entidade de classe temos que saber reivindicar, propor e reconhecer”, diz. Segundo o presidente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas da Bahia, Joaquim Fonseca Junior, “é a medida que todas as entidades pleiteavam. O governo está atendendo através desta medida as necessidades de minimizar os efeitos burocráticos e a carga tributária, propiciando cenário para a concorrência”, menciona. O presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Fieb, Victor Ventim, disse que o governo, com a medida, atende a solicitação das indústrias. “Acreditamos que as micro e pequenas indústrias agora possam recuperar boa parte do mercado hoje ocupado por empresas de outros Estados”, cita. O diretor das pequenas e micro empresas da Fieb, Luciano Mandelli, considera a lei necessária porque devolve às micro e pequenas indústrias a condição de competir com as concorrentes da região Sudeste e minimiza as desigualdades regionais. “A extinção do crédito presumido que ocorreu com o início do Super Simples causou sérios transtornos na cadeia produtiva do Estado com a extinção de várias indústrias e empregos. Nossa esperança é que com essa nova lei estas indústrias possam se restabelecer na Bahia, gerando mais empregos”. O presidente da Federação do Comércio da Bahia, Carlos Amaral parabenizou o governo. “É uma medida que merece todo o nosso reconhecimento e prestígio”.(Por Alessandra Nascimento)

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