Kaká reafirmou nesta quinta-feira que foi impedido pelo Milan de defender o Brasil na Olimpíada de Pequim, negando que a decisão de não ir aos Jogos tenha sido dele.
Em nota oficial, o jogador disse que o "veto partiu oficialmente do Milan, na figura de seu presidente em exercício, Adriano Galliani".
O meia afirmou ainda que desconhece as declarações do dono do clube e premiê italiano, Silvio Berlusconi, feitas durante cúpula do G8 no Japão, de que Kaká teria decidido não ir a Pequim por cansaço.
O jogador, de 25 anos, respondeu que gostaria de defender a seleção em Pequim, mas que seu clube tem o direito de não cedê-lo, uma vez que as regras da Fifa só obrigam a liberação de jogadores sub-23.
Kaká acrescentou ainda que "em nenhum momento conversou com o primeiro-ministro Silvio Berlusconi sobre assuntos relacionados ao futebol".
O Milan, em comunicado no site oficial, reiterou nesta quinta-feira a posição de não permitir a participação do jogador em Pequim.
"Após as notícias com relação à participação de Kaká na Olimpíada de Pequim, o Milan reitera a posição de não autorizar o jogador a apresentar-se à seleção olímpica do Brasil", diz a nota.
O técnico Dunga convocou na segunda-feira os 18 jogadores que representarão o Brasil nos Jogos. Robinho, do Real Madrid, Ronaldinho, do Barcelona, e Thiago Silva, do Fluminense, foram os três escolhidos acima do limite de idade de 23 anos.
Em maio, quando o Milan formalizou que não liberaria o jogador para os Jogos Olímpicos, fontes da CBF disseram à Reuters que viam uma falta de interesse do jogador em disputar a competição.
Segundo as fontes, o melhor jogador do mundo em 2007 não teria insistido com o clube italiano para ser um dos três atletas acima do limite de 23 anos em Pequim.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
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