sexta-feira, 11 de julho de 2008

Micro é responsável por 60% dos empregos

O superintendente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Sebrae, Edival Passos, ressaltou a importância dos pequenos dentro da cadeia capitalista de mercado। “Os grandes negócios não se normalizam sem os pequenos negócios. As micro e pequenas empresas são responsáveis por 60% dos empregos de carteira assinada gerados no País, respondem por 20% do PIB e representam de 2% a 3% das exportações. Trata-se da quarta iniciativa do governo Wagner em promover subsídios para que o segmento se desenvolva”, comenta. Ele ainda chamou a atenção do governador para o segmento dos mercados que sofrem concorrência com os grandes e hipermercados e solicitou ao governador um anteprojeto que regularize as compras públicas na Bahia. “Queremos a instituição de um Fórum permanente das micro e pequenas empresas. O setor tem dificuldades para sobreviver. Na Europa há medidas que regularizam a convivência entre grandes e pequenos”, adverte. O secretário da Fazenda Carlos Martins lembrou que as medidas foram frutos de discussões envolvendo governo e os setores envolvidos e lembrou que as discussões continuam com outros segmentos. “Queremos proporcionar o fortalecimento das pequenas e micro indústrias. Ouvimos representantes dos segmentos e estamos oferecendo formas para que eles possam concorrer com outras indústrias no País”, cita. O secretário da Indústria e Comércio, Rafael Amoedo, fez um desabafo sobre críticas que recebeu sobre a não vinda da GM para a Bahia. “Nosso Estado é hoje responsável por 60% das exportações nordestinas e Pernambuco não está aparecendo nem no quarto lugar. As pequenas e micro indústrias respondem hoje por mais de 60% dos empregos formais do Estado. A proposta da GM não era do interesse da Bahia. É preciso perder a mania de ficar comparando nosso Estado com Pernambuco. Somos o segundo pólo do mercado imobiliário do País e registramos US$ 30 bilhões em protocolos assinados. Somos a sexta economia do País e temos nosso pólo industrial todo consolidado”, avisa. Amoedo lembrou que o número de empresas no Estado subiu de 31 mil em 2006 para 35 mil, e ainda há 700 mil empresas informais que com as medidas a expectativa é que elas se formalizem. “A Azaléia vai fazer ampliação e com isso empregar mais 5 mil empregados. A Bahia está dialogando com o mundo e es-tamos vivendo um momento mágico com o pólo naval. Estamos tratando com seriedade as obras de infra-estrutura para promover melhorias em nosso Estado”, disse.

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