

Em entrevista coletiva na Superintendência da Polícia Federal no Rio, Salvatore Cacciola disse que nunca foi um foragido da Justiça brasileira. Segundo ele, quando deixou o Brasil, há oito anos, tinha em mãos uma decisão do ministro Marco Aurélio de Melo, do STF, que garantia o direito de deixar o país sem nenhum problema. Cacciola disse que, dois dias após ter viajado para a Itália, o ministro Velloso anulou a decisão e, então ele decidiu não voltar mais para o Brasil. O ex-banqueiro disse que confia na Justiça e que é preciso lembrar que as pessoas condenadas no mesmo processo estão livres. "Eu não estava fazendo nada diferente disso [que os outros condenados faziam, em liberdade]. Só que eu estava na Itália". "A única coisa que posso lembrar é que na sentença das dez pessoas, todas podem fazer apelação em liberdade, menos o Cacciola, porque era um foragido. A primeira coisa é que eu nunca fui um foragido. Fui para a Itália com passaporte carimbado". Ele afirmou, no entanto, ter sido um 'erro' a ida a Mônaco, onde foi preso. O superintendente da PF, Valdinho Jacinto Caetano, informou que Salvatore Cacciola já fez exame de corpo de delito e será levado para o sistema prisional do Rio de Janeiro, onde permanecerá à disposição da Justiça. Cacciola ficará preso no Presídio Ari Franco, em Água Santa, subúrbio do Rio. Ele ressaltou que a extradição de Cacciola transcorreu "da melhor forma possível" e com a colaboração das autoridades francesas. O procurador Artur Gueiros mostrou-se satisfeito com a chegada do ex-banqueiro ao Rio de Janeiro. "Após oito anos de buscas e 60 horas de negociação, retorna ao Brasil o foragido e chegamos ao final de um ciclo de impunidade", disse Caetano.
Chegada
Cacciola desembarcou no Brasil por volta das 5h desta quinta-feira (17), no aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Foi a etapa final de uma viagem que começou na véspera, em Mônaco, onde ele estava preso desde setembro do ano passado.
Cacciola, que não usava algemas, seguiu direto para a sede da Polícia Federal no aeroporto e não chegou a passar pelo saguão de desembarque.
Cacciola desembarcou no Brasil por volta das 5h desta quinta-feira (17), no aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Foi a etapa final de uma viagem que começou na véspera, em Mônaco, onde ele estava preso desde setembro do ano passado.
Cacciola, que não usava algemas, seguiu direto para a sede da Polícia Federal no aeroporto e não chegou a passar pelo saguão de desembarque.




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