
que foi organizado pela Fauf. É o mistério que cerca o teste de aptidão física realizado pela prefeitura de Itabuna para preencher 36 vagas de auxiliar de infra-estrutura. Candidatos se queixam de que não foram informados com antecedência sobre a data do exame, 25 de junho, um dia após o São João. Com isso, 19 candidatos aprovados nas provas objetivas foram alijados do teste de aptidão física, programado para aquele dia. Para substituí-los, a prefeitura convocou candidatos que foram reprovados na primeira etapa do concurso e até um que nem compareceu para fazer a prova (clique na imagem para ver maior). O edital de convocação, 006/2008, é assinado pelo prefeito Fernando Gomes. Um dos candidatos aprovados, que foi impedido de realizar a prova, tentou recorrer ao Ministério Público Estadual (MPE) e à Defensoria Pública Estadual, mas diz que não conseguiu atendimento. Os convocados no edital para apresentação no dia 26 de junho tiveram abaixo de 50 pontos nas provas objetivas e estariam, legalmente, impedidos de ser convocados para a segunda fase, de exames físicos. A maior nota era 47,50. Um dos chamados para o teste físico obteve apenas 30 pontos. Pior: E.F.A, foi convocado mesmo sem ter pontuado na prova objetiva, pois não compareceu ao concurso. A lista de convocação dos reprovados e ausentes foi descoberta por um dos candidatos. Ao tentar obter explicações sobre os motivos da falta de publicidade da convocação para o teste do dia 25, recebeu cópia dos dois editais (005/2008 e 006/2008). “Como pode um reprovado ou alguém que nem prova fez ser convocado e eu ficar de fora?”, questiona um candidato que prefere não se identificar, ainda na esperança de conseguir a vaga. Esta é mais uma das polêmicas dos concursos realizados pela prefeitura. A primeira foi a prova em que a Fauf divulgou o gabarito das provas para esta mesma área. Nove das opções apontadas como respostas certas no gabarito estavam erradas. Cassação O concurso público foi uma exigência do Ministério Público Federal do Trabalho para que o prefeito substituísse os funcionários apadrinhados, contratados mediante indicação política, por servidores concursados. O governo atrasou as convocações. Fernando Gomes, ainda em dezembro do ano passado, assinou termo de ajustamento de conduta (TAC) em que se comprometia a fazer 90% das substituições até 30 de junho. Por descumprir o termo, assinado também com o Ministério Público Estadual (MPE), recebeu uma intimação da justiça do trabalho nesta semana. Ele terá que fazer as substituições imediatamente. O prazo da justiça foi de 10 dias. Caso insista em não convocar os concursados e demitir os apadrinhados, sofrerá multa diária de R$ 1 mil por contratado que permanecer na folha. A decisão foi do juiz da 1ª Vara do Trabalho, José Cairo Júnior, em resposta a uma ação do promotor Márcio Fahel e da procuradora do Trabalho, Elisiane Santos. As substituições por servidores concursados estavam lentas porque o prefeito e os secretários eram pressionados pelos contratados. Pelo menos, essa foi a versão do procurador-geral do Município, Álvaro Ferreira, em audiência na Câmara de Vereadores.




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