quarta-feira, 9 de julho de 2008
Produtores de cacau preocupados com a situação da Região
Após toda a divulgação do PAC do cacau anunciando recursos da ordem de R$ 2,2 bilhões para a região Cacaueira do Sul da Bahia, incluindo a renegociação de dívidas da vassoura de bruxa, os produtores de cacau representado pela APC (Associação dos Produtores de Cacau), vêm demonstrando preocupação com a forma como vem sendo conduzido este processo. Segundo Henrique Almeida presidente da APC, “apesar da boa vontade demonstrada pelo Governo Federal e Estadual em resolver a problemática do Cacau inclusive reconhecendo que o cacau vem recebendo um tratamento diferenciado de outras culturas, no entanto ainda assim a proposta apresentada não é factível com a realidade vivida pelos cacauicultores. Segundo o mesmo, o cacau é uma cultura agro florestal, que durante 250 anos além de gerar divisas e riquezas para o estado e a nação, foi a atividade agrícola menos impactante para o bioma Mata Atlântica, reconhecido por instituição ambientalistas nacionais e internacionais. Para Henrique Almeida “o problema é que para se recuperar a lavoura e voltarmos a produzir riquezas, precisaríamos de financiamentos com prazos de carência maiores, já que o cacau para se tornar produtivo e gerar renda é necessário no mínimo 08 anos, neste aspecto além do rebate das dívidas não ser suficientes, sem um prazo dilatado para se pagar o resto das dívidas a atividade cacauicultora estaria correndo um serio risco. Na opinião do presidente da APC “esta situação concorre para que o sistema conhecido como cacau-cabruca responsável pela manutenção do maior bloco de mata atlântica do nordeste brasileiro esteja ameaçado, sendo importante para a conservação da biodiversidade, solo e água, além de muitas outras funções como a conexão entre fragmentos de floresta nativa, os chamados corredores ecológicos. Além disso o cacau na Bahia é a cultura que mais emprega com uma estrutura agrária de baixa concentração fundiária ao contrário de outras lavouras.
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