Mais sete brasileiros, cinco baianos e dois oriundos de Belo Horizonte, foram repatriados da Espanha nesta terça-feira, 8. No sábado passado, pelo menos dez voltaram ao Brasil depois de ser impedidos de entrar no País. Este ano, 138 pessoas que embarcaram no Aeroporto Internacional de Salvador em direção à Europa foram barradas.
De acordo com o chefe da Polícia Federal no Aeroporto, Francisco Miguel de Gonçalves, os vôos do Brasil e de outros países da América do Sul são conhecidos na Espanha como “vuelos calientes“ (vôos quentes). Isso porque, segundo Gonçalves, costumam ser o canal de entrada para o tráfico de drogas e a imigração ilegal.
A Europa tem sido a principal vilã dos turistas. Como não é necessário visto aos que pretendem ficar menos de três meses nos países europeus, o único meio de conter a imigração ilegal é fechar o cerco nos aeroportos.
“Apesar das reclamações de quem foi repatriado, os países da Europa costumam agir de acordo com suas leis específicas“, pontua Gonçalves, que passou 15 dias em Madri, no mês passado, como representante do Brasil em um intercâmbio para conhecer o trabalho da polícia espanhola.
Balanço - Dos 138 repatriados, 60% são pessoas que tentam entrar na Espanha. Outros 30% são cidadãos que querem chegar até Portugal. Os 10% restantes têm como destino os demais países da Europa.
A capital baiana possui quatro vôos semanais para a Espanha. O Serviço de Imigração espanhol calcula que há aproximadamente 53 mil brasileiros irregulares no país. Outros 42 mil estão com a documentação regularizada.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
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