
segundo o centro de referência no tratamento a doenças sexualmente transmissíveis e aids. Ainda de acordo com a coordenação municipal, 14 crianças já desenvolveram a doença. Já no caso de adultos, são 77 com o vírus e 144 contaminados. Itabuna tem 456 casos notificados. No Grupo de Apoio e Prevenção à Aids (Gapa) são cadastradas cerca de 70 pessoas, incluindo as já atendidas no núcleo, na brinquedoteca (que atende crianças com HIV, filhas de pessoas com HIV) e no Projeto Captando Vidas (onde discutem políticas públicas). Parte dessas crianças e famílias recebe assistência com a distribuição de cestas básicas e outros materiais necessários, além de acompanhamento psicológico através de parceria com a Facsul/Unime. “O Gapa tem uma inserção muito boa na comunidade e a parceria com algumas instituições sempre nos ajuda”, conta Susi Azevedo, presidente do Gapa. Ela afirma que é importante aos soropositivos participar de alguma atividade, não só receber medicamentos. Susi explica que os soropositivos precisam ser atraídos para estas atividades, mas muitas vezes esbarram em algumas dificuldades. A locomoção é uma delas. Muitas vezes o paciente abandona o tratamento por falta de condição de pagar a passagem de ônibus. O preconceito é outra. “A gente tenta mostrar que quanto mais as pessoas se escondem, mais aumenta o preconceito”. Os soropositivos, diz Susi, podem trabalhar e viver normalmente, “a não ser os debilitados”. Qualidade de vida Apesar dos números, sabe-se que hoje vivem mais e convivem melhor as pessoas que têm Aids, em função dos coquetéis de medicamento. “Na verdade, a quantidade de óbitos já é bem menor por causa do tratamento, mas isso precisa ser bem trabalhado na cabeça das pessoas que não têm Aids, principalmente”. Susi observa que muitos têm a visão de que a Aids é crônica e podem ter uma vida regular. “É um perigo quando a gente passa este tipo de informação de forma incorreta, as pessoas podem banalizar a doença. Não é um tratamento como outro qualquer”. O Gapa desenvolve trabalho de prevenção com palestras, seminários, encontros nas comunidades, escolas e empresas, ação que se estende a municípios como Itamaraju e Eunápolis. O projeto “DTS/HIV/AIDS também é Papo de Mulher” forma mulheres multiplicadoras para que possam, dentro dos espaços onde estão inseridas, transmitir essas informações. O mestre em saúde coletiva, professor João de Deus Gomes da Silva, da Facsul/Unime, diz que a instituição quer somar nesta luta. “A gente entende que qualquer instituição de ensino tem um compromisso social de produzir saber a partir da prática”.




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