segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Remédio proibido pela Anvisa ainda é vendido


em farmácias de Itabuna e pode ser encontrado até nos estabelecimentos do centro. O antiflamatório Prexige (Lumiracoxibe), do laboratório Novartis, teve sua venda proibida no final de julho pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O medicamento foi lançado no Brasil em 2005 e a sua venda está proibida em todo o território nacional, após um ano da proibição internacional. Há uma ordem de restrição e recolhimento de vendas. Enquanto a maioria das farmácias informa ao consumidor que o remédio, mesmo que presente em estoque, não pode ser vendido, algumas insistem em oferecer o produto. E sem nenhuma restrição ou orientação, pondo em risco a vida de quem os compra. Das treze farmácias visitadas pela reportagem de A Região, quatro estavam vendendo o remédio que oferece risco ao consumidor. Na Drogaria Qualipreço, o remédio pode ser comprado nas três versões disponíveis no Brasil. A composição de 100 mg, com vinte comprimidos, é oferecida a R$ 60,00. Já o remédio com outra dosagem, a de 400mg, ainda é vendida em duas opções: com quatro comprimidos, a R$ 31,00 e com sete comprimidos por R$ 54,00. Em outra farmácia, a Drogaria Santana, o remédio também continua sendo vendido em suas três versões: a de 100mg, por R$ 57,00, as duas embalagens de 400mg - com quatro comprimidos, por R$ 30 e a de sete comprimidos por R$ 52,60. Na Drogaria RedeMais, o balconista ainda procurou por preços do remédio em uma lista, sem informar sobre a proibição de venda ou os efeitos colaterais divulgados pela Anvisa, como hemorragia e o desenvolvimento de pancreatite, hepatites e doenças cardiovasculares. Lá, o remédio também está disponível em suas três versões. O preço varia entre R$ 33,40 e R$ 58, 47 para compra à vista. Em outra farmácia, a São Judas, o mesmo caso, com os preços variando entre R$ 30,00 e R$ 54,50. Superficiais Alguns balconistas de farmácias que não estão vendendo mais o remédio dão informações superficiais sobre a suspensão da venda do Prexige. Um chegou a dizer que “o Ministério da Saúde não explicou direito, disseram que pode aumentar a pressão”. Em nota oficial, a Anvisa informou que não proibiu a venda do remédio no Brasil anteriormente por que o perfil do consumidor brasileiro é diferente do de outros países, mas as ocorrências de reações adversas continuaram no país até esta proibição. O Prexige, segundo as farmácias consultadas, era vendido sem necessidade de receita médica. A recomendação é de que qualquer antiflamatório, mesmo os que podem ser adquiridos sem receita, só devem ser tomados através de recomendação médica.

Nenhum comentário: