segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Servidor: de motorista a coordenador em 2 meses



numa ascenção dentro da prefeitura de Itabuna de dar inveja a qualquer pessoa. José Carlos Pinto Muniz foi admitido como motorista da secretaria de Saúde em setembro de 2006.Até abril deste ano ele recebia salário de R$ 450 mais adicionais que elevavam o total para R$ 783. Porém, a proximidade das eleições parece ter ajudado o servidor a dar um salto gigante em sua carreira. Em maio deste ano, sem qualquer razão aparente, José Carlos foi promovido a Técnico Administrativo, passando a ganhar R$ 2.133 por mês ou 175% de aumento sobre o que recebia. O salário de motorista passou a R$ 1.236 e se somou um abono de coordenador. O curioso é que ele continuou com a função de motorista, conforme mostram documentos em nosso poder. Também continuou recebendo adicional de insalubridade, apesar deste bnenefício não se aplicar aos técnicos administrativos. Mas a sorte de José Carlos não terminou aí. Um mês depois desta promoção ele foi novamente promovido, desta vez para Coordenador, recebendo por mês R$ 3.033, sendo salário de R$ 2.200, um aumento de 389%, mais adicionais. Mesmo elevado a Coordenador, José Carlos continuou registrado na função de motorista da secretaria da Saúde, onde outros mistérios acontecem. Por exemplo, a secretaria atrasa salários de médicos e servidores, mas alguns receberam adicional de Natal. Abono de Natal É o caso de Celine de M Ferraz, auditora enfermeira lotada no Departamento Médico Hospitalar, que recebeu no pagamento de junho um adicional de abono natalino de R$ 1.375, apesar de o Natal estar cinco meses distante.Outras pessoas receberam 2/3 de férias antecipados, em dois pagamentos nos meses de abril e junho. Mas estes casos não chegam perto do de José Carlos, pelo que se suspeita. Servidores ouvidos por A Região, que pediram anonimato por medo de represálias, dizem que ele continua sendo apenas motorista na Saúde e que não entenderam como ou por que José Carlos subiu de R$ 783 para R$ 3.033 de salário em apenas dois meses. A suspeita, já levantada outras vezes pelo jornal A Região e por vereadores da oposição é de que José Carlos não passe de um laranja de pessoas que mandam no setor. Ele ficaria com seu salário original e o restante seria repartido por pelo menos duas pessoas. Uma delas tem que ser alguém que possa controlar o CPD da prefeitura, única maneira de fazer estas promoções “virtuais” e alterar os vencimentos na folha de salários. O outro envolvido, segundo várias fontes, é um candidato a vereador que trabalha na Saúde. Seja como for, os documentos que voce vê aqui são prova mais que suficiente de que o dinheiro da Saúde vem sendo usado para enriquecer pessoas e ajudar outras a se eleger. Um caso que, mais que político, é de polícia.

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