
de matar filho do coronel da polícia militar na madrugada de sábado, 28. A Polícia de Itabuna ainda tenta prender um homem identificado como “Marcelo Capoeirista” ou “Tchêga”. Ele foi apontado como cúmplice no assassinato do empresário João Paulo Bulhões, de 23 anos (foto).
O jovem foi morto quando participava de uma festa de aniversário na casa de um primo, na Rua João Timóteo, bairro Castália, em Itabuna. Ele estava no terraço do prédio com outras pessoas quando percebeu que um vizinho estava sendo assaltado. De acordo com testemunhas, ele gritou pedindo que o assaltante não fizesse aquilo porque o rapaz “é nosso amigo”. O assaltante não pensou duas vezes e atirou contra o jovem. João foi atingido no peito. Ao seu lado havia várias pessoas, mas por sorte ninguém mais foi atingido. O corpo de João Paulo foi enterrado no sábado, no Cemitério Campo Santo. Horas depois do crime, a polícia localizou o menor E.B., de 17 anos, no bairro Nova Califórnia. Foi ele quem apontou Marcelo Capoeirista ou Tchêga como seu comparsa e disse que a moto utilizada no assalto foi roubada na noite de sexta, no centro da cidade. O menor foi reconhecido pelo dono da moto roubada e o que ele tentou assaltar quando matou João. Mais crimes Além dessas vítimas, outras pessoas o reconheceram no complexo policial, onde E.B, até quinta-feira, 26, estava detido por porte ilegal. Ele é suspeito de diversos delitos. Segundo informações da polícia, o menor atuou no arrombamento a uma residência no bairro Zildolândia, em Itabuna, há cerca de dois meses, quando um vigilante atirou em um dos assaltantes. O menor escapou, mas seu comparsa morreu. E.B. alegou que não tinha intenção de assassinar João Paulo. “Eu dei o tiro, mas não queria matar o rapaz. Fiz apenas para assustar, porque na hora queria assaltar o homem e as pessoas atiraram garrafas em mim”. Segundo comerciantes do centro, ele “aterroriza empresários e clientes”. Já Tchêga, diz a polícia, é responsável por um assalto ao Frigorífico Samary, na Av. Ilhéus, há cerca de dez dias. Ele foi assaltado dois dias seguidos e, num deles, Tchêga comandou a ação, segundo mostram as imagens registradas pelo circuito interno do frigorífico. O juiz da Vara da Infância e Juventude, Marcos Bandeira, disse que “o adolescente, que se encontra apreendido, deve ser interrogado em juízo e, em face da gravidade do ato infracional, sofrer internamento provisório pelo prazo de 45 dias”. “Em seguida, após a instrução do processo, poderá ficar internado em Salvador no CAM por até 3 anos. Também deve ser submetido à exame para toxicômano, pois há informações de que é dependente de crack. Esperamos o final da greve dos serventuários para realizarmos a audiência”. O menor foi para Feira de Santana na manhã de sexta-feira. Logo após a notícia da prisão ter se espalhado, foi grande a movimentação de policiais militares e civis, parentes e amigos de João no Complexo Policial. João era filho do tenente coronel Paulo Faustino, comandante Companhia de Ações Especiais da Região Cacaueira (da Caerc) e Théa Bulhões. Ele era casado e não tinha filhos. Nossa reportagem conversou com um amigo dele, que estava na festa e presenciou o crime. “Estávamos comemorando o aniversário de Bruno, quando ouvimos ‘Jão’ gritar para não fazer aquilo. Quando chegamos ao local, ele já estava caído”. As polícias Militar e Civil fizeram diligências no bairro Nova Califórnia, onde residem os autores do crime. Há informação de que Marcelo Capoeirista já tem passagem pela polícia, e este não seria seu primeiro assassinato. Um preso da Casa de Detenção estaria respondendo ‘uma bronca’ dele. O indivíduo assumiu o crime em seu lugar, talvez por medo de morrer.




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