Agentes do Grupo Visão Noturna da Polícia Civil, subordinado ao Departamento de Crimes contra o Patrimônio, apresentaram no final desta manhã os 20,5 quilos de cocaína em pasta apreendidos na madrugada dessa quinta-feira. O entorpecente estava dentro de um veículo, modelo Fiat Strada com placa de São Paulo, que estava aparentemente abandonado em um posto de gasolina, localizado na Avenida Bonocô.
De acordo com informações da polícia, a pasta estaria avaliada em R$ 2 milhões. Pronta para consumo, a pasta renderia 100 kg de cocaína em pó. Para encontrar a droga, o Grupo utilizou a cadela farejadora Funny.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Polícia encontra 20,5 kg de pasta de cocaína dentro de carro
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Crime evita monitoramento da PM e migra para periferia
A situação está pior a cada dia. Uma comerciante chorava ao relatar o terror que vive em seu estabelecimento, situado na avenida. "Estamos abandonados, não sei o que fazer". 98% das empresas do local já foram assaltadas, algumas nada menos que oito vezes. Pelo mesmo bandido. Moradores e comerciantes não suportam mais a ação dos bandidos, que agem à vontade naquela área, a qualquer hora. Supermercados, farmácias, armarinho, sacolão de verduras e panificadoras são alvos constantes. Todos que transitam entre a avenida e os bairros Antique, Santa Inês, Califórnia, Nova Califórnia, Fátima, Monte Cristo e João Soares estão suscetíveis à ação dos bandidos. “Moro aqui há mais de 30 anos e nunca vi uma situação dessas. Todos em minha casa já foram roubados. Minha esposa quando chegava do trabalho, minha filha seguindo para o colégio e eu na porta de casa. E isso não faz muito tempo”, disse J.R.F.S. Ele acrescenta que “antigamente se via por aqui aquele Cosme e Damião (se referindo à dupla de policiais). Hoje não vemos um policial passar aqui e, quando isso acontece, é sempre após um assalto, depois some”. A gerente de outro estabelecimento, que terá sua identidade preservada, definiu a situação como caótica e que “o bandido precisa ver que tem polícia. É compreensível que o bandido nos roube várias vezes, sabe que vem e nunca vai correr o risco de ver um policial". Já houve caso de empresa fechar por um período porque o proprietário não suportou os prejuízos causados pelos assaltos. “Trabalho de segunda a segunda, pago meus impostos e quando mais preciso da polícia, ela me dá às costas”. Eles defendem a instalação de um posto, onde fiquem pelo menos dois policiais que façam a ronda a pé, porque os bandidos agem de bicicleta, moto e carro, mas muitas vezes tem ido a pé. O coordenador de planejamento operacional do 15º BPM, Capitão Muller, disse que “nós temos acompanhado as ocorrências registradas na delegacia e temos registros de ações delituosas na Avenida Bionor Rebouças, com uso de arma de fogo". Assassinatos também são constantes nos bairros
segundo o delegado titular da Delegacia de Furtos e Roubos, Marlos Macêdo, que demonstra preocupação e promete providências imediatas, apesar do número reduzido de agentes civis (oito) à sua disposição, para toda a cidade. Marlos pede que as vítimas continuem registrando as queixas, compareçam à delegacia para reconhecimento dos bandidos. “As pessoas podem vir com tranqüilidade, elas não terão contato com os assaltantes nem serão colocadas na frente deles”. Ele alerta que, se não há registro, a polícia não tem como trabalhar e elucidar os crimes. “É comum quando chega um assaltante e nós descobrirmos pelo menos dois, três crimes. Mas nós precisamos que as pessoas venham à delegacia”. Para que a polícia formalize o inquérito policial, é salutar que a vítima reconheça o criminoso. A DRFR tem um banco de dados rico em informações e fotos. Se a vítima quiser adiantar o processo, liga para o 197 e denuncia ou fala com o delegado Marlos no 3214-7819. “Apesar das nossas limitações com o número de pessoal e outros problemas graves em bairros como Fátima, Califórnia e Monte Cristo, dou a minha palavra que meu pessoal estará lá para elucidar os crimes e tentar coibir outros”. Os homicídios preocupam Marlos. Num final de semana, foi morta Juliana Brito Santos, de 17 anos. A jovem estava com o namorado conhecido por Júnior quando foi assassinada, no final da Avenida Bionor Rebouças, no bairro Santa Inês. Logo depois, foi à vez do adolescente Diego de Jesus Arcanjo, assassinado na mesma avenida. No início do mês, dia 7, Robson Moura da Silva, de 36 anos, foi assassinado, segundo a família, vítima de uma emboscada de pessoas ligadas ao crime. Já no bairro Monte Cristo (que fica entre a Avenida Bionor Rebouças e o bairro de Fátima), Wellison Pereira dos Santos, de 22 anos, foi morto quando cortava o cabelo num salão de beleza.
Estelionatário vendia para prefeituras

do sul da Bahia mercadorias compradas através de uma empresa fantasma e com notas fiscais frias. O delegado titular da Delegacia de Furtos e Roubos, Marlos Macêdo, instaurou inquérito para investigar o esquema, que também tinha a participação de prefeituras regionais. Por enquanto, a polícia não divulga os nomes dos clientes nem dos cúmplices do golpista. O estelionatário foi identificado como Manuel de Jesus, acusado de aplicar um golpe de R$ 200 mil na Matsuda, de São Paulo, através de um representante local.
“Manuel” é acusado de criar uma falsa empresa no bairro Urbis IV, em Itabuna, onde funcionava o “escritório”. Lá os agentes encontraram material agrícola e um arquivo de pastas com notas fiscais, talões de pedido em nome de prefeituras e empresas da região.
Além da Urbis IV, outro endereço informado nas notas fiscais, que devem ser frias, não existe, conforme consulta feita na Receita Federal e na Junta Comercial do Estado da Bahia (Juceb).
Um terceiro endereço informado é a Rua Floriano Peixoto, 146, centro de Itabuna, onde a suposta empresa nunca funcionou. Manuel de Jesus fez a primeira compra, de R$ 87 mil, e enviou para a Matsuda um comprovante de pagamento com autenticação falsa.
Como conseguiu enganar a empresa na primeira compra, ele fez novo pedido, que foi liberado após o ‘recebimento’ da fatura. A empresa descobriu o golpe depois da segunda venda e acionou a polícia, que descobriu que a empresa era de fachada.
Clientes
Os produtos foram revendidos no comércio de Itabuna e para prefeituras da região por valores muito abaixo do mercado. Um saco de sal mineral para animal, por exemplo, custa R$ 35 na fábrica, mas o estelionatário revendia por R$ 10.
A polícia tem nomes das empresas e os clientes de Manuel de Jesus, que a polícia acredita seja um pseudônimo, serão indiciados por receptação de produtos roubados.
O delegado prefere manter os nomes em sigilo para não comprometer as investigações. “Começamos a investigar o golpe logo após uma ocorrência do representante da Matsuda”. Ele comunicou à polícia que o suposto Manuel teria efetuado as compras e não pagou. O pagamento seria através de boletos bancários.
A polícia já sabe que o material foi distribuído em uma fazenda no Serrado e outra em Barreiras. “Logo constatamos o crime de estelionato, depois de analisarmos os documentos encontrados no ‘escritório’”.
Marlos diz que está localizando as pessoas que fizeram as compras, inclusive prefeitos, para depor. Ele quer saber se as compras feitas através de prefeituras foram ilícitas.
Coniventes
Para o delegado, os clientes do golpista foram coniventes. “Não dá para acreditar que estes comerciantes tenham sido vítimas. Eles sabiam que os produtos oferecidos estavam com valores muito abaixo do mercado. Os envolvidos devem responder por receptação”.
Marlos Macêdo diz que acredita se tratar de uma quadrilha grande, atuando na região há mais de um ano, conforme os documentos encontrados. “Já sabemos que alguns são de Buerarema. Ele repassou só para uma empresa local 400 sacos de sal mineral”.
O grupo é especializado em produtos agrícolas, segundo suspeita a polícia, devido à grande quantidade de material encontrado e os que já foram revendidos: plantadeiras, motores elétricos, sal mineral para animal.
Nossa reportagem descobriu que um candidato a vereador de Buerarema esteve com o suposto Manuel de Jesus para efetuar a primeira compra na Matsuda. Ele foi reconhecido pelo representante da empresa.
Manuel apresenta deficiência física em uma das pernas. Quanto ao candidato à vereança de Buerarema, o delegado não tem dúvidas: “faz parte da quadrilha também”.
Ele possui uma propriedade em Buerarema e comprou um curral pré-moldado numa empresa do Rio Grande do Sul, por R$ 110 mil. “Estamos averiguando se esta empresa também foi vítima de mais um golpe da quadrilha”, explica Marlos.
Além da Matsuda, Manuel de Jesus também é acusado de ter comprado na Tortuga, outra empresa de material agrícola. Através de boletos bancários encontrados junto com o material apreendido, a polícia afirma que a compra gire em torno de R$ 85 mil.
Infraero ignora Ilhéus em verba para aeroportos

brasileiros, que vão receber R$ 98,6 milhões para obras de reforma. Entre os terminais contemplados está o de Porto Seguro, com verba de R$ 22 milhões. O dinheiro é destinado a aeroportos que “apresentavam falhas de segurança ou corriam risco de ser fechados ou sofrer restrições”. Apesar do aeroporto ilheense se enquadrar nestes quesitos, ficou de fora e não receberá a verba.
Desde 2 de setembro, o aeroporto Jorge Amado não pode receber pousos ou fazer decolagens com o auxílio de instrumentos, segundo determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que mandou desligar os equipamentos.
Foi justamente a agência que determinou, com base em projetos, quais aeroportos seriam beneficiados com a verba de um programa de reformas e modernização de terminais. A verba é da União.
A Anac impôs restrições ao aeroporto da Costa do Cacau por apresentar 65 obstáculos para pousos e decolagens. 63 destes já foram removidos. Os outos dois viraram uma novela.
Segundo o secretario de obras da prefeitura, Paulo Goulart, o município recebeu todos os relatórios da Anac, com as medidas que devem ser tomadas para operar normalmente. Uma empresa topográfica foi contratada para definir o que deveria ser removido.
Goulart informa que, após os resultados, a Procuradoria-Geral do Município acionou juridicamente tanto os responsáveis do Opaba Praia Hotel quanto o de uma residência para realizar a retirada dos empecilhos.
Na versão de Goulart, é de inteira responsabilidade dos proprietários dos imóveis efetuar o serviço. “Eles receberem um tempo legal para executar a obra, não sei dizer quanto tempo foi”.
Paulo explica que caso os responsáveis pelos dois imóveis não removam os obstáculo, os órgão competentes devem se reunir para adotar as medidas necessárias. Ele confessa que não sabe informar quanto tempo isto levará.
Desmentido
As afirmações de Goulart são rebatidas por Edinei do Espirito Santo, dono do Opaba, que afirma não ter recebido qualquer documento oficial exigindo a demolição de parte do hotel. "Até hoje não recebi nenhum detalhe, por exemplo, do que precisa ser retirado".
Edinei lembra que não pode simplesmente sair demolindo o hotel sem uma planta oficial, nem executar a obra sem saber quanto isso vai custar. "Tenho direito a calcular o prejuízo para ser ressarcido, mas não há como fazer isso sem informação," disse por telefone.
A confusão em torno dos obstáculos mostra que Ilhéus pode passar muito tempo, talvez até anos, com seu aeroporto reduzido a um "campo de pouso de luxo", com vôos apenas de empresas menores, com aviões de pequeno e médio porte.
Até resolver o problema o aeroporto continua funcionando com apenas dois vôos diários e só quando o tempo está bom. Ao menor sinal de chuva, o pouso é abortado. O mesmo acontece se há atraso e ele chega após às 17h.
As restrições têm deixado todos os setores da cidade preocupados, principalmente devido ao inicio da alta estação e à alta do dólar, que favorece o turismo interno. O presidente do Sindicato das Indústrias do Pólo de Informática, Gentil Pires, reclama.
"As restrições têm causados sérios problemas para as fabricantes de computadores, que precisam uma logística dinâmica e rápida". E ataca: “Os obstáculos são tão insignificantes, se comparados ao Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, que dá até vergonha se discutir”.
A prefeitura de Ilhéus e a Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc) marcaram reunião para esta segunda-feira, 20, no auditório da Justiça Federal, a partir das 15 horas, para discutir o futuro do aeroporto Jorge Amado.
Segundo o secretário de governo de Ilhéus, José Nazal, durante a reunião será criada uma comissão com representantes dos municípios convidados, a exemplo de Itabuna, Itacaré, Canavieiras, Una, Uruçuca, que estão direta e indiretamente envolvidos com o problema.
A comissão pretende agilizar audiências com o governador da Bahia, Jacques Wagner, e com o ministro da Defesa, Nelson Jobim em busca de soluções em curto prazo. Mas, sem tirar os obstáculos, nenhuma ação política vai resolver o problema.
Pólo de Informática sofre efeitos da crise mundial

mundial e os prejuízos são maiores para pequenas e médias empresas fabricantes de computadores de Ilhéus.
Dois vôos que viriam de Miami com mercadorias foram cancelados nesta semana, segundo informação do presidente do Sindicato das Indústrias do Pólo de Informática (Sinec), Gentil Pires. "Este é apenas um dos reflexos causados pela crise financeira e o dólar". Semanalmente, dois vôos fretados vindo do exterior trazem mercadorias para as fábricas do pólo, mas os da primeira semana de outubro ainda aguardam liberação na alfândega.
O presidente explica que a variação do dólar não deixa os empresários seguros para adquirir a mercadoria, paga de acordo com o valor do dia. “Os estoques das empresas estão acabando. É necessário que o governo adote medidas preventivas para aliviar a tensão”.
Gentil explica que a crise afeta todos os setores, mas quem trabalha com exportação é quem mais sente dificuldade para pegar crédito. As multinacionais têm solidez, ao contrário das médias e pequenas empresas, que precisam de crédito para circular a mercadoria.
“É necessário que o Banco Central e o Ministério da Fazenda apresentem alternativas para suavizar o impacto da crise, antes que as empresas que mais precisam sejam derrubadas. Reerguer é mais trabalhoso do que prevenir”.
Gentil informa que os empresários estão fazendo o que podem para evitar demissões ou repassar a alta para os produtos, já que o consumidor não é obrigado a comprar um aparelho que antes custava R$ 1 mil e hoje pode chegar a R$ 1.200,00, por exemplo.
O sindicalista defende que a suavização da crise deve acontecer com as medidas de liberação de crédito que o governo deve adotar. “Não nos resta alternativa senão esperar”.
Desconfiança
Paulo Machado, da Bitway, diz que a desconfiança mundial nos bancos, aliada a quebra de alguns dos norte americanos, causou um efeito dominó. Ele diz que a crise já se reflete no Brasil, atingindo diversos setores e o no Pólo de Informática ilheense.
Os reflexos são notados nas restrições de crédito e financiamento junto aos fornecedores, o que para o setor produtivo é difícil de contornar. “O crédito, quando cortado, dificulta a aquisição de insumos”.
Outro problema que ele aponta é a alta do dólar, que está desestabilizando totalmente o setor. “A maioria das empresas coloca a sua produção em varejistas. Poucas empresas vendem direto ao consumidor. Para os primeiros a situação fica ainda mais difícil”.
Paulo explica que a alta do dólar provoca a queda nas vendas, o que é ruim para todos porque a mercadoria tende a ficar encalhada nas distribuidoras. “Encaramos esta crise e a variação do dólar como um sério problema para o Pólo de informática”.
Paulo informa que a ‘suavização’ dos prejuízos não depende dos empresários. Estes já estão revendo suas políticas de compra e estoque, negociando com os fornecedores internacionais. A expectativa é de que a insegurança seja vencida.
Os governos, tanto os internacionais como o brasileiro, estão tentando conter a crise. O Banco Central tem colocado mais moeda à disposição, mas não há procura, não por parte das empresas, mas dos bancos, que estão receosos.
Ferrovia Caetité a Ilhéus terá R$ 332 milhões

extras para garantir este trecho da Ferrovia Oeste-leste, através de uma proposta enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para aprovação no Congresso Nacional. Segundo dados do Ministério dos Transportes, o investimento total para a construção da ferrovia é de R$ 4,8 bilhões, entre recursos públicos e privados.
O equipamento, que visa articular os sistemas de transporte da região Oeste, terá uma extensão total de 1.500 kms, sendo mais da metade na Bahia. A obra será da Valec Engenharia e, quando tiver pronta, será administrada pela iniciativa privada, através de concessão.
Para a secretária da Casa Civil, Eva Chiavon, a liberação dos recursos por parte dos parlamentares será fundamental para a implantação do equipamento que, aliado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), contempla outras intervenções no estado.
"Ele viabiliza a infra-estrutura para o desenvolvimento da economia baiana". Ela destacou também a sinergia entre os governos federal e estadual, que ela considera muito positiva para o estado.
Eva Chiavon disse ainda que a ferrovia, que está em fase de análises e estudos, é um anseio de todos os baianos, uma vez que vai melhorar as operações logísticas e facilitar o escoamento de grãos, minérios, combustíveis e fertilizantes produzidos no estado.
Outras vantagens da ferrovia, apontadas por especialistas em economia e transportes, são o aumento da arrecadação, crescimento da produção agrícola, da competitividade dos produtos baianos para o mercado externo, dinamização das economias locais.
Investimentos
No mesmo documento encaminhado pelo presidente Lula ao Congresso Nacional há a liberação de recursos para outras obras relacionadas à infra-estrutura de transportes na Bahia, num total de R$ 16 milhões.
Serão R$ 10 milhões para a construção do trecho da BR 101 até a BR 418, em Caravelas, no sul do estado; R$ 3 milhões para a instalação do contorno rodoviário de Candeias, e R$ 3 milhões para uma passagem sobre a linha férrea em Alagoinhas.
PM é morto com tiro acidental dentro de base em MG
Um policial militar morreu e outro ficou gravemente ferido após serem atingidos por tiros acidentais de uma submetralhadora ontem dentro da 31ª Companhia da Polícia Militar de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Segundo a capitã Kátia Moraes, o acidente aconteceu logo após a instrução (troca de informações entre os policiais), quando os militares estavam de saída para assumir seus postos fora da companhia. O cabo Gilmar Fonseca Rodrigues, de 38 anos, que foi atingido no peito, foi levado para o Hospital Monte Sinai, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. Já o cabo Adalberto Saraiva de Melo, de 41, que foi baleado na cabeça, chegou lúcido ao Hospital Albert Sabin, onde passou por uma cirurgia para retirada do projétil. O estado de saúde de Adalberto é considerado grave, porém estável. Como o acidente aconteceu dentro de uma base militar com policiais em serviço, será instaurado inquérito policial militar para apurar as causas dos disparos.
Ministério do Trabalho abre concurso para 1.822 vagas
Do total de vagas, 1.628 são para cargo de nível médio. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) abriu concurso público para 1.822 vagas - 1.628 são para o cargo de agente administrativo (nível médio), 186 para administrador (graduados em administração) e 8 para economista (graduados em ciências econômicas). Os dois últimos necessitam também de registro nos respectivos conselhos. A carga horária é de 40 horas semanais e a remuneração oferecida é de R$ 1.814,95 para nível médio e R$ 1.949,12 para nível superior ( veja aqui o edital ).
Confira lista de concursos e oportunidades
As inscrições devem ser feitas pelo site www.cespe.unb.br/concursos/mte2008, entre as 10h de 27 de outubro até as 23h59 de 19 de novembro. O valor da taxa de inscrição é de R$ 35,00 para nível médio e de R$ 40,00 para nível superior. A seleção dos novos servidores do MTE será feita por meio de provas objetivas, que avaliarão as habilidades e os conhecimentos dos candidatos.
A prova será aplicada no dia 21 de dezembro, no turno da manhã para quem for concorrer a para administrador e economista, e no turno da tarde para nível médio.
A duração de ambas as provas será de 3 horas e 30 minutos. O concurso será realizado nas capitais de todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.
http://www.cespe.unb.br/concursos/mte2008, na data provável de 10 ou 11 de dezembro.
Advogado de Nayara quer indenização de R$ 2 milhões

Ângelo Carbone diz que vai processar o estado de SP.
Nayara levou um tiro no rosto após seqüestro no ABC.
Contratado para defender a adolescente Nayara Silva, de 15 anos, o advogado Ângelo Carbone já decidiu uma de suas primeiras medidas: processar o estado de São Paulo e pedir R$ 2 milhões de indenização para a família da jovem que foi ferida com um tiro no rosto no desfecho do seqüestro em Santo André, no ABC, na sexta-feira (17). “Penso em R$ 2 milhões para cima. Os pais dela querem justiça”, afirmou Carbone na manhã desta quarta-feira (22). O advogado se baseou em, segundo ele, “falhas” que ocorreram durante o caso. “É um absurdo ela ter voltado (ao cativeiro). Uma loucura. Ela não tinha autorização dos pais. Quem fez isso vai ter de responder”, disse Carbone.
Ele se referia ao fato de Nayara ter voltado ao apartamento de Eloá Cristina Pimentel, 15, a amiga que era feita refém pelo ex-namorado Lindemberg Alves, 22, desde segunda-feira (13). Nayara também estava no imóvel, mas havia sido libertada no dia seguinte. No entanto, quis voltar ao local para ajudar nas negociações. Carbone culpou a polícia por ter deixado que ela tomasse a atitude. “O estado a colocou em uma situação em que quase morreu”. Na ação, o advogado pedirá também que o governo arque com todas as despesas de tratamento psicológico e médico para Nayara para que ela “não fique mendigando nada”. Ele previu que a menina “terá problemas na escola e no trabalho” por causa do trauma sofrido.
Depoimento
Carbone afirmou que pretende levar a adolescente ainda na tarde desta quarta para depor. As declarações de Nayara são consideradas fundamentais no inquérito para que se saiba como foram os últimos momentos antes e depois da invasão do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), tropa de elite da PM.
O advogado, que assumiu o caso apenas na terça-feira (21), disse que o depoimento deve ser no fórum de Santo André, na presença de um promotor e do delegado do caso. Uma psicóloga acompanhará tudo. “Não vai ter pressão. Ela não vai ficar seis horas sofrendo”, afirmou Carbone, que chamou Lindemberg Alves de “psicopata” e “assassino frio e calculista”.



